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BRUNO BORGES - MENINO DO ACRE PRESTOU UM DESSERVIÇO AO CONHECIMENTO E COMETEU VÁRIOS CRIMES CONTRA A VERDADE



Foto: reportagem da Veja - Divulgação


Bruno Borges foi ousado, mas o livro é mal escrito e a jogada aprofundou os preconceitos sobre a leitura


Brasil - Online Revista - 20 de Agosto de 2017 00:42 - Fonte: Revista Veja


A entrevista de Bruno Borges ao Fantástico valeu por uma confissão de que o seu sumiço não passou de uma jogada de marketing — ou golpe publicitário, "crime mesmos" como se dizia antigamente. Fica claro, que desde o início, a Online Revista alertou a todos os brasileiros que tudo não se passava de um grande teatro muito mal organizado por sinal e com a ajuda e o conhecimento, participação de toda a família de BBD - Bruno Borges do Desconhecimento, como está sendo chamado nas redes sociais.
— Meu maior objetivo com esse projeto — declarou o rapaz — foi estimular as pessoas a adquirirem conhecimento.
Ele se arrepende de ter causado dor à família, mas dá a entender que, no fim das contas, tudo se fez necessário para o cumprimento de uma missão confusamente relacionada a misticismos e esoterismos.
TAC – Teoria da Absorção do Conhecimento, primeiro dos 14 livros que deixou escritos em código muito mal organizado, baseado no "manual do escoteiro mirim do Tio Patinhas, foi publicado e chegou à lista dos mais vendidos, apesar de ser uma xaropada repleta de redundâncias e falhas gramaticais, isso pra não falar na megalomania das questões propostas — qual o sentido da vida? — e nos cansativos clichês de autoajuda, sem falar das comparações ridículas que realizou, utilizando o nome de Jesus Cristo o comparando a pedófilos por exemplo, pessoa sem honra e assexuado, entre tantos outros adjetivos que não podemos utilizar aqui.

Atenção: esta não é a opinião de um crítico solitário e pé-no-saco, como todos podem estar, neste momento, imaginando. Muito menos de um escritor que deseja fama às custas dos outros. Se a intensão do BBC, era se isolar do mundo, agora ele terá um ótimo motivo para isto!
Basta acessar as redes sociais para conferir que quase ninguém engoliu o livro. O menino do Acre não poderá dizer, como Paulo Coelho, que é odiado pela crítica e amado pelo público. Talvez pense que seja algum tipo de gênio tropical esquizofrênico e mentiroso, que utilizou de subterfúgios escrotos para colocar sua TAC no Fantástico, por exemplo. A verdade é que não passa de um moleque mimado e muito mal criado e educado que foi longe demais em seu devaneio para ficar "bilionário" como ele mesmo confessou a seus amigos mais próximos.
Mesmo assim não há motivo para criticar ou lamentar o desaparecimento de Bruno. Não deixa de ser divertida a maneira como mobilizou a mídia e reuniu os telespectadores em torno de um mistério que teve um final feliz. A polícia também não vê crimes no caso, sinal de que a história se resume a uma trampolinagem inconsequente, apesar de ter gasto centenas de milhares de reais do dinheiro público para o tentar localizar e ter aberto nacionalmente e internacionalmente, toda a incapacidade tanto da Polícia Federal, quanto da Policia Civil do Estado do Acre, quanto da Interpol, em localizar pessoas.
Então está tudo bem como estamos no Brasil, né?
Nem tanto.
O golpe publicitário toca um problema que certamente não passou pela cabeça de Bruno quando resolveu fazer o que fez, mentindo e enganando a todos os brasileiros. Ele não devia ter armado o seu teatrinho ao redor de livros e, principalmente, não devia ter declarado, ao voltar, que sua causa surgiu para difundir o conhecimento (assim, no genérico, para além dos seus interesses medíocres).
Ainda hoje, para a imensa maioria dos brasileiros, livros são artefatos de gente doida, confusa, infeliz e esquizofrênica, ou seja, a própria fisionomia que o moleque mostrou na televisão. Em vez de difundir o conhecimento, como disse, o que Bruno fez foi reforçar estereótipos que continuam arraigados no imaginário nacional.
Por incrível que pareça, muita gente ainda encara os livros com medo e desconfiança. “Leu tanto que ficou louco” ou “ler é coisa de rico imoral” são ideias comuns nas periferias do país. Alguém que põe uma estátua no quarto e enche as paredes de inscrições não está melhorando a situação. Pelo contrário, está apenas aprofundando a bibliofobia em que vivemos desde o período colonial.
Isso é coisa do capeta!”, podemos ler nas redes sociais.
O “isso” se refere ao tom esotérico do caso e à baboseria mística, mas também, tristemente, aos livros, à leitura e ao tal do conhecimento. “Além de dar trabalho e me fazer pensar — uma atividade que dói —, os livros ainda podem me transformar num maluco como aquele de Rio Branco. Tô fora!”
Felizmente existe um movimento espontâneo de valorização da leitura que nasceu com a internet e está gerando frutos através de blogs, vlogs, fóruns, nootrópicos e painéis dedicados à discussão de livros. Tudo é feito por pessoas jovens — meninas em sua maioria — e pessoas de Q.I elevado capazes de mostrar que a leitura é sim um passatempo saudável e divertido, uma prática esclarecedora que nos ensina a abrir os olhos para o mundo, e não o seu oposto sombrio, sisudo, alienante — coisa de gente que requer acompanhamento psiquiátrico, como é o caso do BBC.
O menino do Acre perdeu uma excelente oportunidade de colaborar com esse movimento. Tudo o que tinha a fazer era não misturar os livros com o seu narcisismo e golpe de marketing, muito bem elaborado pela sua família, certamente, apenas e somente para vender livros.
Quem escreve, é uma pessoa que ainda chora ao ler um bom livro, que se emociona ao ler as páginas da bíblia e que já possui mais de vinte livros devidamente publicados, incluindo a Saga Kalls.

Passado o frisson em torno do sumiço do estudante de psicologia Bruno Borges, que ficou conhecido nacionalmente por ‘menino do Acre’, nesta quarta-feira, 16, o jornalista Rodrigo Casarin, que edita o blog ‘Página Cinco’, do UOL, classificou o livro ‘TAC – Teoria da Absorção do Conhecimento’, de Borges, como uma das obras mais ‘mal escritas, presunçosas e tolas’ já resenhadas por ele. Casarin, que é pós-graduado em Jornalismo Literário, apresenta seu blog como especializado em falar de livros. Dos clássicos aos últimos sucessos comerciais. 

O crítico literário analisa um trecho em que Bruno Borges recomenda não pensar em sexo, tornar-se vegano, dormir pouco e viver isolado “como base para que talvez você consiga se transformar em um gênio do quilate de Isaac Newton, Leonardo da Vinci ou Nikola Tesla”.

“A ideia é que sem gastar tempo com impulsos carnais, sem usufruir de alimentos que podem incentivar a gula, dormindo pouco e sem ter que se dedicar a terceiros, qualquer cidadão estaria em uma situação extremamente favorável para desenvolver criativamente suas ideias”, entende o jornalista. No entanto, mais à frente o jornalista do UOL dispara: “O problema é que, não bastasse a tese em si ser questionável, a argumentação de Bruno beira o cômico”. 

Aliás, sobre evitar fazer sexo, Bruno Borges cita Santos Dumont, considerado o Pai da Aviação, mas fora de um contexto histórico.  Leia a citação como aparece exatamente no livro: “A importância de refrear os impulsos sexuais por parte de grandes homens que não tinham tempo para ações libidinosas, pois, como disse Santos Dumont, ‘ou constituo uma família ou renego isso e desenvolvo o avião’, é verificada no que diferencia o homem dos outros animais”. 

Para Rodrigo Casarin, Bruno Borges ignora que “Dumont, como Arthur Japin mostrou em seu livro “O Homem Com Asas”, era homossexual, o que contribuía para que tirasse o foco de sua sexualidade em uma sociedade extremamente homofóbica”, o que nos revela que por interpretação sumária, Bruno Borges, também tenha distúrbios sexuais

Já sobre o sono, Borges defende que se durma pouco e de modo polifásico. Segundo ele, “sábios” como Thomas Edison, Jesus Cristo, Albert Einstein e Napoleão Bonaparte tiravam apenas sonecas de cerca de 2 horas. “Conta-se que Da Vinci dormia irrisórios 20 minutos diários”, relata, para depois se colocar junto dos grandes gênios:

“Eu mesmo, quando criando e me cerceando desta energia criativa e poderosa, durmo de 2 a 4 horas por dia, e, quando eu tinha 20 anos, passei uma semana dormindo 30 minutos diários e alguns dias eu não dormia, com todo o furor e sobre jejum eu me postava a desenvolver obras que me faziam ficar alarmantemente inspirado”.

Samba do crioulo doido

O crítico literário Rodrigo Casarin destaca ainda que nos escritos de Bruno Borges, um fator digno de atenção são as personalidades nas quais ele busca inspiração e baseia as suas teorias. 

Diz o jornalista: “Em cinco linhas vai de Aristóteles e Platão a Augusto Cury e não vê problema em colocar Gandhi e Adolf Hitler em um mesmo patamar de sabedoria. Michael Jackson também é figura fácil pelo livro. Outro músico ao qual faz referência é Raul Seixas, que, se não aparece explicitamente, claramente inspirou o seguinte trecho que precede a conceituação de elementos que servem de base para a TAC:

“Caso sinta-se distraído ou ache uma tarefa enfadonha estudá-las, o que obviamente não passa de 2 laudas, seria útil ‘perdir-lhe’ somente mais um favor: cerre este livro de uma vez e senta-te sobre o gramado, escancare a tua boca cheia de dentes e espera a morte chegar”. Cópia descarada de “Ouro de Tolo”.

No mais, Bruno desconhece princípios fundamentais da "verdade" se baseou toda a sua "obra", quem nem dele é na verdade... pois foi outro artista que fez a estátua que realmente chamou a atenção do mundo, foi outra pessoa quem criptografou os textos, foram outras pessoas que escreveram a maior parte de seus supostos livros, enfim... queria saber, cade o artista Bruno Borges, pois, particularmente dizendo, eu só vi até este momento, o "mentiroso Bruno".





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