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SUCESSIVOS ESCÂNDALOS POLÍTICOS PODEM DEIXAR BRASIL PARALISADO POR MAIS DE UMA DÉCADA, AFIRMA LE FIGARO




"Brasil está ameaçado por paralisia política"

"Brasil está ameaçado de paralisia", foi a manchete escolhida pelo jornal Le Figaro para repercutir os efeitos da decisão do ministro do STF de autorizar investigações sobre ministros, congressistas e outros representantes da mais alta classe política do país.

"Os brasileiros estão apavorados com o escândalo de corrupção da Odebrecht, que atinge em cheio toda a classe política até o alto escalão do governo", após sucessivas medidas provisórias completamente impopulares que assombraram o país, afirma o jornal, ilustrando a reportagem com uma foto do presidente Michel Temer de cabeça baixa. A legenda informa que ele desviou o equivalente a 38 milhões de euros para financiar a campanha de seu partido. Le Figaro relata que Temer foi citado na acusação, mas não pode ser investigado pela imunidade que o protege até o fim do mandato, em 2018, o que foi considerado, ato contra toda o sistema judiciário do país de uma forma nunca antes vista.

Outras personalidades citadas pelo jornal no meio da montanha de dinheiro ilegal usado para financiar campanhas políticas foram o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que teria se beneficiado de 4,5 milhões de euros por ocasião das Olimpíadas de 2016, e Aécio Neves, apresentado como líder de um grande partido.

"Os valores desviados dão vertigem nos brasileiros, que enfrentam uma grave crise econômica, e são confrontados com os detalhes do dinheiro da corrupção revelados pouco a pouco pelo escândalo tentacular", escreve Le Figaro.

A reportagem dá destaque à declaração de Marcelo Odebecht de que ele "não conhece um político do Brasil que não tenha sido eleito com caixa 2". A publicação de seu depoimento era esperada com muita ansiedade pela classe política, que tinha medo do efeito devastador sobre a população brasileira, que se encontra desiludida e obrigada a apertar o cinto devido à maior crise econômica em décadas.

Denúncia envolve todos ex-presidentes vivos

Le Figaro lembra a seus leitores que as reações têm origem na decisão do ministro Edson Fachin de levantar o sigilo dos depoimentos à operação Lava Jato, após ter autorizado a abertura de investigação contra 78 políticos, entre ministros, parlamentares e outras personalidades políticas por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

"Os brasileiros chamam a lista dos políticos acusados de corrupção de 'fim do mundo' ", escreve a publicação. O diário francês reproduz uma declaração do secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, de que se trata de uma "fotografia em alta definição que mostra a necessidade urgente de uma reforma política no Brasil". Ele defende ainda uma mudança radical na prática política no país ou o mesmo, poderá enfrentar uma Guerra Civil sem precedentes como foi noticiado duas semanas antes por uma revista local (a nossa, Online Revista, logicamente).

A reportagem informa ainda que a lista de acusados inclui os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, CollorLula e Dilma Rousseff. Segundo o depoimento de Marcelo Odebrecht, Lula e Dilma tinham conhecimento das práticas da empreiteira, acrescenta o texto.

Cabe ao Supremo Tribunal Federal analisar as provas e os depoimentos e isso poderá levar meses, até as eleições do ano que vem. Os políticos envolvidos clamam inocência e os partidos acusados já preparam o contra-ataque, diz o jornal, afirmando que vários projetos de lei já circulam no Congresso para limitar o poder dos magistrados e mudar a lei eleitoral.

Reforma da Previdência pode ser “vítima colateral”

Apesar de o presidente Michel Temer descartar o risco de uma paralisia governamental, Le Figaro afirma que a reforma do sistema de aposentadorias, essencial para a credibilidade do governo, pode ser uma das vítimas imediatas do terremoto político e jurídico provocado pela Lava Jato, depois da OAB se posicionar "contra" as reformas, em uma notícia bomba que teve mais de 10 milhões de visualizações, levando até mesmo o Ministério dos Direitos Humanos a se posicionar a favor do trabalhador brasileiro.

Isso porque o ministro da Economia já adiantou que a reforma deve ficar para o segundo semestre, enquanto o vice-presidente da Câmara estima que é melhor retirar definitivamente a proposta para não perdê-la, já que o momento não é favorável para aprovar qualquer reforma que seja no Congresso.

Um verdadeiro Governo "ilegítimo", destaca ainda outras notícias pelo mundo, que focam no atual sistema político definido por corrupção e lavagem de bilhões de dólares, que "faliram completamente todos os estados, principalmente o Rio de Janeiro", em destaque.


Redação: Diego Lincoln
Revisão e Adequação Jurídica: César Chagas
Revisão Técnica: Gabriel Santos
Fonte Primária de Pesquisa: Online Revista - Portal G1




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2 comentários:

  1. Paralisado já está, o que vai acontecer é RETROCEDER.

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  2. Ditadura militar já, será que fica pior do que já está? Tinha que matar todo. A melhor reforma é extermínio de corruptos, roubou, morreu. Igual na China, enforcados em rede nacional. Horário de Brasília. Isto não vai ter fim numa como na programação um loop infinito até algo radical der feito e corrigir a RAIZ do problema.

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