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GERADOR DE HIDROGÊNIO PROMETE 60% DE REDUÇÃO DO CONSUMO. SERÁ?


O famoso e tão desejado Kit de Hidrogênio que vem prometendo reduzir significativamente o consumo de combustível em qualquer veículo e até mesmo, possibilitar que um carro popular consiga rodar mais de 1.000 km com apenas um único litro de água em seu reservatório, portanto; sendo capaz de quebrar molécula de hidrogênio, é a mais nova onda em toda a Internet e nas principais redes sociais, viralizando no WhatsApp e possibilitando várias teorias de conspirações com o Governo envolvido diretamente, ou secretamente, devido a milagrosa redução de até 60% no consumo de um veículo, podendo chegar a incríveis patamares de mais de 90%. Mas na prática, a teoria pode ser outra...



Mas para conseguirmos defender uma posição que seja bem fundamentada e baseada em fatos, devidamente comprovados pela ciência e não por possíveis suposições provenientes da Internet, aonde tudo é realmente possível e plausível e nada se transforma, apenas se perde; precisamos voltar ás aulas chatas de química e física lá do ensino médio, que possivelmente você deva ter faltado a uma destas aulas e por este motivo, tem acreditado em tudo que lê na Rede.

Para isto vamos considerar uma das principais leis naturais da física que nos garante a perfeita conservação da energia em qualquer processo primário ou secundário que seja. Desta forma, não se pode apenas criar energia do zero ou de um estado que seja considerado vazio, ela precisa ser transformada. Sabemos que a água é uma combinação de 02 moléculas de hidrogênio com 01 de oxigênio.  Acima estou apresentando um processo simples de eletrólise no qual tenho um reservatório de água conectado a uma Célula Geradora. Dentro desta célula tenho um catodo e um anodo que conectados a um dínamo ou a uma bateria convencional será capaz de separar as moléculas de hidrogênio das de oxigênio. Tecnicamente dizendo, SIM. Este processo pode perfeitamente movimentar com muito mais eficiência um veículo.

Até este ponto é muito simples. Qualquer pessoa que conectar dois fios de cobre em uma bateria e colocar tais cabos como mostrado acima em um recipiente com água e sal de cozinha, irá produzir bolhas separando o hidrogênio do oxigênio, não existindo até este ponto qualquer segredo ou milagre que seja, temos apenas e nada mais do que ciência. SIM. Se coletarmos o hidrogênio liberado pelo processo de eletrólise, conseguiremos movimentar o carro por um longo percurso com a melhor relação entre potência x eficiência.

Mas neste ponto eu vejo um grande problema: quem irá carregar a bateria ou colocar o dínamo em funcionamento e o sustentar se retirarmos completamente o combustível da equação. Pois apenas o Reator de Hidrogênio não será capaz de ter autossuficiência, a menos que as próprias rodas do veículo sejam os meios responsáveis para se carregar continuamente as baterias envolvidas no processo eletrolítico. E neste ponto temos uma série de fatores como faróis que hoje são obrigatórios, sinais nas cidades, perda dos capacitores e todos os processos primários que fazem um veículo funcionar, pois neste caso a Energia Hidrogênica é um subproduto da Combustão que se torna praticamente obrigatória. Caso isto não fosse uma realidade, já teríamos locomotivas que também utilizam vários motores elétricos, totalmente autossuficientes devido a sua constância de movimento, que sempre estariam a carregar suas gigantescas baterias para quando estivessem paradas, podendo assim, romper facilmente a inércia. Além disto temos todas as perdas termodinâmicas que irão intervir diretamente na geração hidrogênica final. Isto é fundamental pelo fato de estamos convertendo energia mecânica em elétrica e dentro de um mesmo processo, elétrica em química que também irá perder energia térmica, tendo que ser resfriado rapidamente, ou o reator se desestabiliza completamente, tornando uma explosão, um risco potencialmente perigoso.

Vimos ainda a utilização de hexalometano para melhorar o processo ou tentar reduzir e até mesmo minimizar tais perdas termodinâmicas, que também não serão suficientemente capazes de autossustentar um processo contínuo e complexo como este, o que não pode deixar de ser considerado também. Em todos os artigos que estudamos, a real promessa não é ter um carro movido apenas a água e sim, termos um carro que utiliza água para economizar combustível, se "retirando o pé do acelerador". Logicamente que se tivermos um equipamento capaz de eliminar completamente o combustível seria ótimo, como é o caso das Células de Combustíveis que estas sim, podem através de um alternador serem abastecidas pelo próprio sistema de conversão da energia proposto por um Gerador HHO desde que se utilize um motor elétrico e não um mecânico, como estão propondo pela Internet.

Em tempos de sucessivos aumentos no preço da gasolina, toda economia é bem-vinda. Imagine então quando a promessa é milagrosa. Esta nova onda da internet com diversos vídeos compartilhados e uma infinidade de dúvidas seguindo o seu rastro, com vários aproveitadores e pessoas sem qualquer noção química ou física que seja, os Geradores de Hidrogênio denominados HHO prometem até 60% ou mais na redução no consumo de combustível. A fórmula, descartada pelos grandes fabricantes – exceto modelos movidos a células de hidrogênio, caso do Toyota Mirai, não vendidos no Brasil –, é bem simples. A partir de dois compartimentos instalados no cofre do motor e uma mistura formada basicamente de água e sal, quebra-se a molécula de água (H2O) para obter hidrogênio (H-H-O). O gás gerado é enviado em alta temperatura ao sistema de admissão do motor [ coletor ] e acelera a queima de combustível, levando à consequente economia em seu consumo primário. Para tudo funcionar, porém, há uma condição básica um tanto suspeita: o motorista tem de fazer a sua parte ao tirar o pé do acelerador.

Hidrogênio e oxigênio combinados formam um explosivo muito forte, que não polui e acelera a queima do combustível, permitindo grandes economias”, segundo a Gasagua, empresa criada pelo paulista Arnaldo Adasz que está entre as principais fornecedoras do kit pela internet.

Apesar de simples, a tecnologia tem seu preço: R$ 2 mil em média o kit básico, composto dos compartimentos (reator e borbulhador), tubos e conexões, podendo chegar aos R$ 4 mil se o objetivo for adaptar motores a diesel e ciclo Otto maiores que 2.5 litros. Quem desenvolve e utiliza garante que funciona. Diante da ausência de certificações neutras, representantes da indústria automobilística questionam.

Um dos poucos acadêmicos a se aventurar em busca de resultados, o professor Sebastião Alberto de Oliveira, do Departamento de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB), adaptou o sistema num Fiat Strada 1.4. Conseguiu passar o consumo médio de 11km/l para 20km/l, sempre dirigindo em trajeto plano, típico da capital federal, a uma velocidade que nunca passou dos 100km/h. “O consumo foi medido numa situação irreal. Na cidade conseguia 35% de economia. Na estrada, dependia do trecho”, reconhece Oliveira, que sempre abastecia com gasolina aditivada e recorreu ao hidróxido de potássio como eletrólito e sucata, uma vez que não encontrou a placa ideal para a célula. “Usei o sistema na picape por quatro anos. Tive problemas. Ao demonstrar para um colega no pátio da UnB, esqueci o gerador ligado. Ao voltar para ligar o carro, explodiu toda a parte de cima do sistema de ar”, ele conta. Colega de Oliveira e igualmente interessado no sistema, o professor de engenharia da UnB Rafael Morgado também teve problemas. “O manuseio exige conhecimento científico e experiência. Em meu laboratório, houve duas explosões.”

Testado por uma publicação especializada em um modelo Duster 1.6, o sistema de Adasz decepcionou. O consumo foi ligeiramente maior que sem o equipamento e a aceleração apresentou números idênticos. A única melhoria observada foi na dirigibilidade. O criador da Gasagua se defende afirmando que a publicação não aceitou os parâmetros ideais de teste e, por isso, o hidrogênio não foi “efetivo”. Adasz sustenta que só não certificou seu gerador de hidrogênio até hoje pela ausência mundial de parâmetros para a avaliação e, principalmente, o alto custo necessário. “Todo o desenvolvimento do gerador saiu do nosso bolso. Um amigo, que mora em Juiz de Fora, e eu fizemos isso aqui gastando R$ 450 mil. Não existe financiamento, auxílio para pesquisa, nada. Se fosse certificar meu gerador, gastaria no mínimo R$ 1,2 milhão, muito dinheiro para mim”. Segundo Adasz, que também afirma ser especialista em regulagem eletrônica de motores, com mais de 30 cursos na área, o foco da empresa hoje é vender para frotistas, que teriam a chance de testar uma unidade do kit primeiro, para depois confirmar a compra dos demais. “Dessa forma é possível checar o resultado”, conclui Adasz. Afinal, como diz a velha máxima, quando a esmola é muita, o santo desconfia na hora.

Em termos gerais, além claro do potenciais perigos que existem quando se utiliza qualquer tipo de reator que seja, hidrólico ou nuclear, não importa; existe ainda a perca de energia para se completar os vários processos de eletrólise e conversão de energia potencial em mecânica envolvendo muitos processos elétricos que podem perfeitamente a qualquer momento, falhar. Não estou dizendo que tal tecnologia como as Células de Combustíveis não sejam eficientes. Mas estou afirmando que precisamos primeiramente resolvermos os processos primários de que tipo de energia irá sustentar os reatores e como será a sua forma principal de refrigeração para evitar danos ao equipamento, aos veículos e principalmente às pessoas que estiverem envolvidas em todos os processos secundários e principalmente nos terciários, como é o caso de seus condutores. Uma boa solução ao meu ponto de vista, seria a instalação de painéis solares ou tinta que seja capaz de absorver e converter toda a energia solar em elétrica a armazenando em grandes baterias que apenas iriam acionar os reatores de hidrogênio em caso de necessidade primária na convergência energética potencial para mecânica. 



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